quinta-feira, 19 de novembro de 2009

EL GORDO MAS QUERIDO DE BUENOS AIRES!


Olá pessoal da mochila!

Seguindo aqui com a história do "El Gordo", hoje eu vou contar algumas das ciladas e peripécias quais esse individuo esteve envolvido.

Após o tempo de adaptação em Buenos Aires, El Gordo ja se sentia em casa, e estava cada dia mais se familiarizando com o idioma. O fato de ter sido convidado(por um argentino) a trabalhar no hostel o fez sentir um tanto quanto querido pelos um dia chamados de inimigos...

Os dias de trabalho começaram e tudo ia muito bem, o idioma cada dia menos era problema, novos amigos começaram a fazerparte do cotidiano, PERFEITO! Um desses dias ele resolveu pegar a primeira balada internacional, e como diria o sabio Zagallo: "Ai sim, fomos surpreendidos novamente!". Ao chegar no "boliche"(boliche=balada em castellano!) El Gordo pensou que com seu portuñol e seu possível "charme" não seria difícil convecer as "chicas" ali presentes de que ele seria uma "boa pedida" para ter como compania em mais uma noite Porteña!

A noite foi passando e finalmente ele encontrou um alvo, do alto de sua auto-confiança ele chegou perto e soltou o seu melhor "Hola". Pronto, primeiro passo foi dado agora é só desenrolar e investir todo seu portuñol nessa que pode ser a sua única chance na noite.

A conversa ia de vento em polpa quando, em péssima hora ele decidiu elogiar a garota, com toda a pompa de quem pensa ja ter a comida na barriga ele disse: "Tu eres muy gata!". Ele se preparava para receber de volta um sorriso sacana quando viu uma mão voando em direção a sua bochecha direita, seguida de um doído: "Hijo de puta". Sem entender nada, e chocado com a situação, El Gordo tomou um taxi e muito confuso pediu ao taxista que o levasse devolta ao hostel. Ao chegar no hostel ele contou toda a história para os seus companheiros de trabalho, que começaram a rir sem hora para terminar. Mais indignado e nervoso ele perguntou o por que de aquilo ser tão engraçado, foi quando descobriu que a palavra gata em espanhol tem a mesma tradução literária, porém quando usada como gíria a denotação é totalmente diferente. Ou seja, ao invés de elogiar-la, oque ele fez foi chama-la de prostituta.
Depois de toda essas informações ele entendeu o motivo do tapa e das risadas.

Essa é uma das minhas histórias fora do meu querido Brasil, em breve volto com mais histórias de "el gordo" e suas aventuras.

Obrigado a todos pelo apoio que me motiva a escrever, e por favor não deixem de comentar!

"Vejo" vocês em brave,

Leo.


KEEP TRAVELING.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

EL GORDO EM TERRENO "INIMIGO"!


Olá pessoas!

Era 2007, por volta de duas da madrugada, o taxi amarelo e preto tradicionalmente argentino parava na altura do numero 900 da Calle Adolfo Alsina, dele saia aquele que em um futuro muito proximo seria apelidado de "El Gordo".

Tudo parecia tão diferente ao sair daquele taxi, as memórias de São Paulo continuavam frescas na memória, sendo assim um choque cultural acabava de se estabelecer! Um sentimento de medo, curiosidade e suspense tomava conta dos pensamentos.

Tudo começou a mudar no momento em que pisando no hostel eu fui atendido por aquele que mais tarde se tornou um dos meus mais queridos amigos. Sebastian trabalhava na recepção aquela madrugada, eu sem querer arriscar palavras do meu Portuñol, parei em frente a recepção, respirei fundo e mandei o meu melhor inglês:

"Hello, I made a reservation through the internet for tonight. Can I check-in?

Seba : "Well let me check ... Sorry but your reservation is for tomorrow night!"

Desespero tomou conta de mim, só oque me faltava na minha primeira noite fora do Brasil era não ter onde dormir! E ele continuou:

Seba : "But don't worry, you'll have your bed tomorrow."

El Gordo : "What about tonight?"

Seba : "There is a place two blocks away where you can stay for tonight"

Mais calmo, eu perguntei onde ficava o lugar, e passei minha primeira noite em claro, deitado na cama de cima de uma cama-beliche em meio a roncos e buzinas.

Ás 6 da manhã, peguei minhas malas e fiz meu caminho de volta ao primeiro hostel. Chegando lá, Seba continuava na recepção e me recebeu com um sorriso. Conversamos por algum tempo e depois de algumas horas de espera eu finalmente iniciava minha história no HOSTEL CLAN BUENOS AIRES "THE CLAN".

Hostel Clan é um dos hostels mais famosos de Buenos Aires, localizado no bairro de San Telmo, um edifício antigo, grande e sem muitas facilidades oferecidas ao hóspede.

Após finalmente ter tido uma noite bem dormida, eu, como todo outro turista, fui conhecer a cidade. Passei o primeiro dia caminhando, tirando fotos e fazendo tudo que vem incluido no "pacote" clichê de todo turista.

Os dias foram passando, eu seguia no Hostel Clan. Algumas noites de embriaguez me fizeram perder o horário de check-out, me "obrigando a ficar mais uma noite".

Depois de um mês, ja apelidado de "El Gordo", eu fui convidado por Fede (dono do bar), a trabalhar para ele. Sem pensar duas vezes aceitei, afinal de contas seria um prazer trabalhar em um hostel como aquele!

Tudo correu muito bem pelos 6 meses que trabalhei por lá, e algumas histórias extremamente engraçadas e inesperadas também. Mais isso eu vou guardar para minha próxima conversa com vocês.

Obrigado pelos comentários no primeiro texto aqui postado, fiquei muito feliz.

Até o próximo texto,


El Gordo.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

NÚ, PORÉM BEM VESTIDO!


Olá pessoal!

Nós mochileiros sabemos bem que essa vida não é tão fácil quanto possa parecer. Temos que enfrentar uma aventura nova a cada dia, acordarmos sem saber a que hora, quando e nem como vamos dormir!

Em um mundo globalizado e cheio de tecnologia, onde a satisfação parece passar longe das coisas simples e sucesso significa dinheiro, aqui estamos nós mochileiros.

Não há nada melhor do que sair por ai calçando seu chinelo, sem rumo certo e ter como única preocupação carregar a sua mochila. Passar alguns dias, semanas ou até meses de sua vida sem conexão diária com o resto do mundo, acordar na hora em que seu corpo determinar, viver sem o toque do celular, sem ver a cara gorda do apresentador sensacionalista na TV, não ter que saber que mais um político foi preso com dinheiro na cueca ou que mais um pai jogou a filha/o pela janela do prédio. Isso não tem preço.

Quando você se permite conhecer oque o mundo tem pra te oferecer você automaticamente se permite o auto-conhecimento.

Um dos maiores prazeres em estar perambulando por ai, sem rumo, é o de poder conhecer pessoas de todos os tipos, raças, culturas e manias. Trocar as idéias mais "alucinantes", das maneiras mais alucinantes possíveis e imaginaveis é algo que tem de ser intensamente aproveitado. Nossa personalidade é construída mais de 50% pelas pessoas que passam por nossa vida, independentemente de quanto tempo essas pessoas ficam em nossas vidas elas sempre nos ajudaram de alguma maneira.

Ser mochileiro, estar por aí, viver intensamente tem lá seu custo. Quando todo mochilão acaba, ou antes de todo mochilão começar, vem sempre a parte "chata" da coisa: Planejamento. O planejamento para qualquer viagem é sempre chato por que inclui: procurar trabalho, economizar o máximo possível, se privar da cervejinha na sexta feira anoite. Eu encontrei uma maneira legal de me livrar do aborrecimento de não estar viajando, trabalhar em um hostel.

Desde que voltei do meu primeiro mochilão eu estive trabalhando em um hostel, e no mesmo descobri que não há lugar melhor para viajar sem sair do lugar. É a maneira mais fácil de poder continuar conhecendo pessoas, aprimorar suas habilidades com idiomas e sentir-se em um ambiente que te faz feliz. O prazer de ouvir histórias diferentes, de diferentes pessoas, porém que de alguma maneira se assemelham e se conectam é algo que me fascina.

O prazer de viajar é e sempre será incomparável, o prazer de ter sua mochila como vestimenta e não ter nenhuma responsabilidade que te prenda é o que me faz dizer que estar "Nú" de responsabilidades e vestido com sua mochila é o melhor a ser feito sempre.

Faça o maximo que você puder, pois não há tempo suficiente para fazer tudo que queremos.

Nú, porém bem vestido eu sigo meu caminho e falo com vocês novamente em breve!

Keep Traveling.

P.S: A foto aí postada é de um grande amigo chamado Sean Carter. Foi tirada em 2007 em Puerto Madryn - Argentina.